domingo, 23 de janeiro de 2011

Códigos do viver

Às vezes, viver se mostra simples, sugerindo ser possível mergulhar nele dispensando maiores reflexões para entendimento do que ele nos reserva. Noutras ele marca sua presença pela complexidade, situação em que ficamos assustados, angustiados e ansiosos em busca de entendimento do que faz parte dessa reserva.

Viver é surpreendente e as leituras disponíveis vão aos extremos: já disseram que é preciso saber viver e decidiram que viver não é preciso como a navegação. Entre o certo e o incerto do viver, precisamos lidar com um desafio: as mensagens estão sempre codificadas, solicitando uma providencial decifração das senhas para compreensão ou produção de entendimentos.

Nos textos que segue apresento minhas leituras desse surpreendente do viver, são leituras a respeito dessa certa imprecisão dele, do que significa o dar conta do início, meio e fim da nossa passagem pelo ‘tempo-espaço-mundo’ que emerge ao nascermos.

Viver, embora sugira simplicidade, está entremeado de normas, regras, disposições, regulamentos e leis a serem observados; de conjuntos de preceitos ou normas de comportamento, como os códigos de conduta ou códigos de honra; de delitos e sanções previstas; de muitas linguagens, secretas ou não, onde as palavras, mesmo que familiares, ganham significações diferentes e que precisam ser devidamente aprendidas.

Enfim, temos que saber ler o que está oculto, posto nas entrelinhas ou misturado, de maneira que as mensagens do viver deixem de parecer que são incompreensíveis. É difícil, insólito, mas não é impossível e, o que é muito mais interessante, pode ser relido e reinterpretado.

Códigos do Viver reúne minhas interpretações sobre esse fenômeno encerrado na passagem pelo ‘tempo-espaço-mundo’ a que tive direito. São interpretações feitas sobre eventos que vão dos mais densos e tensos aos mais simples possíveis e onde tive o desafio de captar e compreender a mensagem. 


Obrigado e boa leitura.

Marco Souza

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